Quais são os níveis de autismo?
O autismo é comumente classificado em diferentes níveis de gravidade com base nos sintomas e no impacto nas habilidades sociais e de comunicação da pessoa. A classificação mais recente, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), não utiliza termos como “níveis”, mas sim níveis de suporte.

O Que é o Autismo?
O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurológica complexa que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social. Compreender o autismo é fundamental para promover a inclusão e oferecer o apoio adequado às pessoas que vivem com essa condição.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) abrange uma série de condições caracterizadas por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não verbal. O termo “espectro” reflete a ampla variedade de desafios e pontos fortes possuídos por cada pessoa com TEA.
Níveis de Autismo
- Nível 1 – Requer suporte: Indivíduos com nível 1 podem ter dificuldades notáveis nas interações sociais. Eles podem parecer socialmente desajeitados e ter dificuldade em iniciar e manter conversas. O suporte pode ser necessário em algumas áreas, como organização e planejamento.
- Nível 2 – Requer suporte substancial: Pessoas com nível 2 geralmente exibem déficits mais significativos na comunicação social e no comportamento repetitivo. Elas podem ter dificuldade em se adaptar às mudanças e podem apresentar comportamentos mais pronunciados. Um suporte substancial é necessário nesse nível.
- Nível 3 – Requer suporte muito substancial: Este é o nível mais grave, com déficits acentuados na comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos. Indivíduos no nível 3 podem precisar de suporte muito substancial para atividades diárias, e a adaptação às mudanças pode ser extremamente desafiadora.

Classificações
CID-11
A CID-11 (Classificação Internacional de Doenças, 11ª Revisão) é a 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças, um sistema de classificação padronizado publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A CID é usada globalmente para registrar, analisar e comparar dados de mortalidade e morbidade, facilitando a coleta e a análise de informações de saúde de uma maneira consistente e comparável entre diferentes regiões e ao longo do tempo.
A CID-11 entrou oficialmente em vigor em janeiro de 2022, e os países estão em processo de implementação e adaptação dos seus sistemas de saúde para essa nova versão.
Ela permite uma padronização global na classificação de doenças, o que é essencial para a comparabilidade internacional de dados de saúde. Ela também facilita a pesquisa e a coleta de estatísticas sobre doenças e condições de saúde, apoiando a vigilância epidemiológica e a formulação de estratégias de prevenção.
Lembre-se, que essas categorias são apenas uma maneira de categorizar o autismo e que cada pessoa é única, com uma variedade de habilidades e desafios!
DSM-5
O DSM-5, ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição, é uma publicação da American Psychiatric Association (APA) que serve como uma referência fundamental para a classificação e diagnóstico de transtornos mentais. Publicado pela primeira vez em 2013, o DSM-5 é amplamente utilizado por profissionais de saúde mental nos Estados Unidos e em muitos outros países para diagnosticar e tratar condições de saúde mental.
A publicação do DSM-5 trouxe mudanças importantes na forma como o autismo e condições relacionadas são diagnosticados.
Na anterior DSM-4, o autismo era classificado em várias categorias diferentes, como Transtorno Autista, Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (PDD-NOS).

Existem diversos critérios que compõe esses manuais de diagnósticos e classificatórios que são atualizados de acordo com as pesquisas e evoluções nos estudos sobre o TEA, trazendo cada vez mais efetividade para os tratamentos.
Mesmo com as classificações, precisamos ressaltar que não existe um nível “mais fácil” ou “melhor” de autismo. Cada família e cada indivíduo tem as suas características, tornando-os únicos.
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Muito esclarecedor, estou buscando conhecimento para criar uma animação pedagógica para crianças autistas.
Qual dos níveis tem maior incidência? a orientação pedagógica disponibilizada para cada nível é igual ou há difenças substanciais?